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eu tentei.....

eu
tentei
mas a distancia
agonizou
minha
face
em vermelho
deixo
verter meu
lamento...
lamento
mas
o adeus
se
fez....




fatima j zuanetti....

loucura vem....loucura vai....



a loucura
vem
a loucura
vai....
após
um ou outro
surto
de lucidez...
porque
todos estamos
nadando...
perdendo o
ar...
nesse
alucinado mundo
insano....










fatima j zuanetti...

a cor.. som... aroma.... transparencia...são vida....



não
deixe a vida
perder a
cor..
o som...
o aroma...
a transparencia...
mas
não seja
insano
ao pintar....
de a cor sua pessonalidade
colorido demais
estraga...
embaçado perde a
graça...
e o brilho ofusca a
visão...
deixe assim
literalmente
ilusória....











fatima j zuanetti....

nunca mais.......


arranquei-te do
peito..
enterrei-te no
mais
profundo abismo...
esse
medo de amar
outra
vez
nunca mais
terei....







fatima j zuanetti.....

feliz....feliz....


minha
alma
dilatada
esta...
empurra para fora
um
embrião
de felicidade,
tento
não abortar,
mas
já sangro pelos
poros...
pelos olhos...
feliz...
f
e
l
i
z
.
.
.






fatima j zuanetti....

sou borboleta amarela...e voltei foi pra ficar....



acordei
com borboletas a
sair
pelos olhos.....
ja
bolinaram meu
estomago...
inflaram veias....
chegaram
a bater suas asas no
orgão
que pulsa....
e por
um bom tempo
adormeceram....
eis que
mais de repente....
o casulo
eclodiu.....


foram-se todas as
magoas....
pensamentos ruins.....
ficaram
os momentos doces.....
que
enluarada
habitavam em mim....
são estes
que deixaram marcar
tatuadas
no pulsar da minha
respiração
asas amarelas ....
voando
pela imencidão do ar....


asas afiadas
querendo tudo contornar...
externou
meu interior....
aquilo
que jazia em mim....
escancaram
todas janelas...
abriram meus olhos....
estes
que fechados ...
para dar tempo ao
tempo....
iluminar a visão á meu
alcance....
enxergar alen das
ausencias em
atos.....
palavras.....
pois o silencio era
cortante....
e habitava entre nós.....
céus e mares....
estou
a gritar....
escutem.....


sou borboleta amarela.....
depois
de muito tempo como
gaivota magoada....
voando
sobre oceanos.....
voltei
e foi para
ficar.....





fatima j zuanetti........

apenas existindo........


me
permito viver na
escuridão..
pois
há fardos que
somente
eu
posso carregar....
calada
sigo no caminho do
anonimato....
porque
é o que preciso no
momento....
necessidades não se
desfazem
ao som de um
vento
a passar....
elas
rasgam sua
pele ...
finca suas garras no
coração...
órgão vital...
onde
ate respirar é
difícil....
a solução é o
tempo....
dou tempo ao
tempo....
e sigo apenas
existindo...

não quero restos....


o querer
jaz
em sonhos que ainda
não sonhei,
sou aquela música
ouvida
em algum específico
momento
que não me lembro
agora...
a lua enluarada
que tire
de mim tudo o que não
me pertence...
não quero
a lembrança....
não quero a
ilusão.
não quero os
restos....
almejo a inovação dos
meus
conceitos...
quero
do zero
e quero agora...
porque
se não é tudo
que seja
quase tudo...
e que o tudo apareça
e me faça
sentir
como se eu estivesse
nas nuvens.
mesmo
que eu esteja em
meio à um
caos....

sempre o mesmo dilema......


houve
a escolha...
e ela
se jogou no
vento...
sempre o mesmo
dilema
você não se importa em
contrariar...
voce quer,
e voce quer,
e voce
quer....
mas não aceita?
se te
incomoda,
porque não diz?
se te
machuca,
porque não
grita?
suas palavras não
podem
sair pelas orelhas
enquanto
pensa o que vai
fazer...
nem pelos olhos quando
me sente ...
e sem atos nem
palavras
busca por mim...
e voce não
aceita...
porque quer?
se não me busca
fico
eu jogada...
eu sinto falta,
mas finjo
que não posso e
esqueço
para outro
dia....
Ou espero voce
querer....

cansei.......


Cansei
do agora...
do anonimato.
Agora
é libertar e
viver...
Já não me
assusto
com os gemidos
engasgados
que a vida
aflora.
Vou embebedar a
lúcidez.
Se é ousadia?
Talvez.
Antes enfrentar o
escuro
que agonizar no
canto
do meu quarto.
O simples e
óbvio
não me atrai.
Quero aquilo que
arde;
Sentidos
sentindo e pedindo
mais....
entrego
renego...
meu ego
já não
aguenta
mais..

vou onde eu me levar.....


quero
o que não vejo.
observo
o que não entendo.
ouso
muito e quero sem
fim.....
não nasci para meios
termos,
cresci com asas,
vou aonde
eu
me levar.
não me venha com
labirintos,
nada raso me
satisfaz.
quero é o mergulho.
me atirar
de roupa e tudo no
infinito
que é a vida.
e que assim seja
ainda
acreditar...
para encontrar a
saida
do lado de
lá.....

só bate se voce quizer.....


Por
mais insana que
seja ,
nunca me abandonarei.
O maior
dos meus pecados é o
exagero.
Exagero na dor ,
no rancor ,
na alegria e no
amor.
Mas isso não muda o
fato
de ainda não me
entender.
Debato meus problemas
mais íntimos nas
entrelinhas ,
muitos ponto e virgula e
um anonimato de
reticencias.....
É sou maluca ,
e maluca vou seguindo.
Nada
me prende a
nada ,
mais meu coração
só bate
enquanto você
quiser.....

uma loucura constante......


te odeio
e te amo....
te desejo ,
e te esnobo.
não
entendo essa
loucura ,
não entendo essa
confusão.
você
é o ar que respiro ,
mais sem
você
sei viver muito
bem.
estou ligada a você pelas
correntes do amor ,
no entanto
nada me prende a
nada....
seja eu uma louca
qualquer ,
já cansei de me
entender...
conformo-me em
pensar
que essa loucura
sou eu....
sou
querendo ou não uma
loucura
inconstante.....

borboletas no estomago....


sinto em meu
corpo,
os apertos,
os lugares que
arrepiam,
os ruídos pedidos
em orgão,
o calor dos
gemidos,
o frio na espinha,
sentimentos
que eclodem por
dentro,
o pulsar do coração
acelerado,
borboletas a voar no
estômago,
as percepções invisíveis,
que estabeleço...
em delirios de interrogação...
de diálogo.
O corpo traz de volta a
nós mesmos o que vai
na alma
ele não sabe
omitir...

nós que prendem e atam.....


Certos
relacionamentos são
singulares.
O óbvio
não existe,
a dinâmica não é
fácil,
os ruídos,
algumas vezes,
são intensos.
Ainda assim, os
nós
não se desatam.
Quando
parece que acabou,
a relação,
o encontro acontece
novamente....
as vivências diferentes
propiciam o
novo.
As histórias aproximam.
perspectivas se
convergem.
E os valores vão para o
espaço!!!!

um coração que lamenta.....


Já
não odiava
ninguém...
uma confusão de ilusões
insanas
impregnava-lhe o
pensamento...
de todos os ruídos que a
habitava,
não ouvia senão o
lamento
de seu pobre
coração,
meigo
e inconpreendido,
como
o último eco de
uma
sinfonia
inconstante....

nus...desde a primeira vez....


nus...
frente a frente.
sem timides ou
envergonha....
assim,
despidos,
desde a primeira
vez....
onde nenhuma palavra
cabia
ser duvidosa,
nenhum gesto incerto....
uma verdade
absoluta...
não queríamos mais
nada
além de uma
possibilidade...
uma chance
que nos devolvesse a
ilusão
novamente...
nenhuma máscara tinge a
a face,
pano algum esconde
o que o outro
já conhece
a dedos e
bocas....
O corpo tenta esconder
a alma,
a alma está nua,
dançando,
na retina dos
olhos.....

uma alma inocente....


se banhava
inocentemente e não
previa
o que estava por
vi...
sua nudez iludia sua
alma,
entregava-se ao que só
ela
entendia...
fazia da poesia uma
questão
a ser resolvida.
em voos
oceanicos....
deixou em casa sua
mente...
seus pensamentos
doentes.
libertava-se a cada bater
de asas,
imerça de corpo e
alma
era como se o
sal de alguma forma
seus atos
sucumbia....
o mundo não a
via,
era apenas uma
alma...
que fazia do silêncio
sua
tristeza....

insana mutação....


arquiteto
gestos
e manipulo ilusões
rasgo
as páginas e
exponho
a nudez em poesia
única...
danço nos ruídos do
engolir das
letras...
em náuseas dou
formas
em aus~encias impróprias
Rabisco
o que inverto no
ecoar de passos pelo
mundo...
Cubro-me de pele
insanas...
pelo prazer de
ver-me
em carne viva...
uma vida
louca e pulsante
faz
redemoinho na
realidade
depois...
em reverencia a
minha
natureza rebelde
recolho
as sobra e aprecio do
alto do acaso
minha
insana mutação....

sobre frio do chão......


tenho
em mim um
silêncio...
sábio
e secreto
incrédulo e
inspirador...
mudo e gritante.
nele
fujo do caminho
errante
é meu linear em
sonhos...
uma ilusão inacabada
mas desejada
meu último
lampejo
que me dá a
mão
me apóia o
corpo
sobre o frio
chão....