não deixe a vida perder a cor.. o som... o aroma... a transparencia... mas não seja insano ao pintar.... de a cor sua pessonalidade colorido demais estraga... embaçado perde a graça... e o brilho ofusca a visão... deixe assim literalmente ilusória....
minha alma dilatada esta... empurra para fora um embrião de felicidade, tento não abortar, mas já sangro pelos poros... pelos olhos... feliz... f e l i z . . .
acordei
com borboletas a
sair
pelos olhos.....
ja
bolinaram meu
estomago...
inflaram veias....
chegaram
a bater suas asas no
orgão
que pulsa....
e por
um bom tempo
adormeceram....
eis que
mais de repente....
o casulo
eclodiu.....
foram-se todas as
magoas....
pensamentos ruins.....
ficaram
os momentos doces.....
que
enluarada
habitavam em mim....
são estes
que deixaram marcar
tatuadas
no pulsar da minha
respiração
asas amarelas ....
voando
pela imencidão do ar....
asas afiadas
querendo tudo contornar...
externou
meu interior....
aquilo
que jazia em mim....
escancaram
todas janelas...
abriram meus olhos....
estes
que fechados ...
para dar tempo ao
tempo....
iluminar a visão á meu
alcance....
enxergar alen das
ausencias em
atos.....
palavras.....
pois o silencio era
cortante....
e habitava entre nós.....
céus e mares....
estou
a gritar....
escutem.....
sou borboleta amarela.....
depois
de muito tempo como
gaivota magoada....
voando
sobre oceanos.....
voltei
e foi para
ficar.....
me
permito viver na
escuridão..
pois
há fardos que
somente
eu
posso carregar....
calada
sigo no caminho do
anonimato....
porque
é o que preciso no
momento....
necessidades não se
desfazem
ao som de um
vento
a passar....
elas
rasgam sua
pele ...
finca suas garras no
coração...
órgão vital...
onde
ate respirar é
difícil....
a solução é o
tempo....
dou tempo ao
tempo....
e sigo apenas
existindo...
o querer jaz em sonhos que ainda não sonhei, sou aquela música ouvida em algum específico momento que não me lembro agora... a lua enluarada que tire de mim tudo o que não me pertence... não quero a lembrança.... não quero a ilusão. não quero os restos.... almejo a inovação dos meus conceitos... quero do zero e quero agora... porque se não é tudo que seja quase tudo... e que o tudo apareça e me faça sentir como se eu estivesse nas nuvens. mesmo que eu esteja em meio à um caos....
houve a escolha... e ela se jogou no vento... sempre o mesmo dilema você não se importa em contrariar... voce quer, e voce quer, e voce quer.... mas não aceita? se te incomoda, porque não diz? se te machuca, porque não grita? suas palavras não podem sair pelas orelhas enquanto pensa o que vai fazer... nem pelos olhos quando me sente ... e sem atos nem palavras busca por mim... e voce não aceita... porque quer? se não me busca fico eu jogada... eu sinto falta, mas finjo que não posso e esqueço para outro dia.... Ou espero voce querer....
Cansei do agora... do anonimato. Agora é libertar e viver... Já não me assusto com os gemidos engasgados que a vida aflora. Vou embebedar a lúcidez. Se é ousadia? Talvez. Antes enfrentar o escuro que agonizar no canto do meu quarto. O simples e óbvio não me atrai. Quero aquilo que arde; Sentidos sentindo e pedindo mais.... entrego renego... meu ego já não aguenta mais..
quero o que não vejo. observo o que não entendo. ouso muito e quero sem fim..... não nasci para meios termos, cresci com asas, vou aonde eu me levar. não me venha com labirintos, nada raso me satisfaz. quero é o mergulho. me atirar de roupa e tudo no infinito que é a vida. e que assim seja ainda acreditar... para encontrar a saida do lado de lá.....
Por mais insana que seja , nunca me abandonarei. O maior dos meus pecados é o exagero. Exagero na dor , no rancor , na alegria e no amor. Mas isso não muda o fato de ainda não me entender. Debato meus problemas mais íntimos nas entrelinhas , muitos ponto e virgula e um anonimato de reticencias..... É sou maluca , e maluca vou seguindo. Nada me prende a nada , mais meu coração só bate enquanto você quiser.....
te odeio e te amo.... te desejo , e te esnobo. não entendo essa loucura , não entendo essa confusão. você é o ar que respiro , mais sem você sei viver muito bem. estou ligada a você pelas correntes do amor , no entanto nada me prende a nada.... seja eu uma louca qualquer , já cansei de me entender... conformo-me em pensar que essa loucura sou eu.... sou querendo ou não uma loucura inconstante.....
sinto em meu corpo, os apertos, os lugares que arrepiam, os ruídos pedidos em orgão, o calor dos gemidos, o frio na espinha, sentimentos que eclodem por dentro, o pulsar do coração acelerado, borboletas a voar no estômago, as percepções invisíveis, que estabeleço... em delirios de interrogação... de diálogo. O corpo traz de volta a nós mesmos o que vai na alma ele não sabe omitir...
Certos relacionamentos são singulares. O óbvio não existe, a dinâmica não é fácil, os ruídos, algumas vezes, são intensos. Ainda assim, os nós não se desatam. Quando parece que acabou, a relação, o encontro acontece novamente.... as vivências diferentes propiciam o novo. As histórias aproximam. perspectivas se convergem. E os valores vão para o espaço!!!!
Já não odiava ninguém... uma confusão de ilusões insanas impregnava-lhe o pensamento... de todos os ruídos que a habitava, não ouvia senão o lamento de seu pobre coração, meigo e inconpreendido, como o último eco de uma sinfonia inconstante....
nus... frente a frente. sem timides ou envergonha.... assim, despidos, desde a primeira vez.... onde nenhuma palavra cabia ser duvidosa, nenhum gesto incerto.... uma verdade absoluta... não queríamos mais nada além de uma possibilidade... uma chance que nos devolvesse a ilusão novamente... nenhuma máscara tinge a a face, pano algum esconde o que o outro já conhece a dedos e bocas.... O corpo tenta esconder a alma, a alma está nua, dançando, na retina dos olhos.....
se banhava inocentemente e não previa o que estava por vi... sua nudez iludia sua alma, entregava-se ao que só ela entendia... fazia da poesia uma questão a ser resolvida. em voos oceanicos.... deixou em casa sua mente... seus pensamentos doentes. libertava-se a cada bater de asas, imerça de corpo e alma era como se o sal de alguma forma seus atos sucumbia.... o mundo não a via, era apenas uma alma... que fazia do silêncio sua tristeza....
arquiteto gestos e manipulo ilusões rasgo as páginas e exponho a nudez em poesia única... danço nos ruídos do engolir das letras... em náuseas dou formas em aus~encias impróprias Rabisco o que inverto no ecoar de passos pelo mundo... Cubro-me de pele insanas... pelo prazer de ver-me em carne viva... uma vida louca e pulsante faz redemoinho na realidade depois... em reverencia a minha natureza rebelde recolho as sobra e aprecio do alto do acaso minha insana mutação....
tenho em mim um silêncio... sábio e secreto incrédulo e inspirador... mudo e gritante. nele fujo do caminho errante é meu linear em sonhos... uma ilusão inacabada mas desejada meu último lampejo que me dá a mão me apóia o corpo sobre o frio chão....